Como lidar com o medo da morte iminente?

Sensação de morte iminente por um ataque cardíaco… A pessoa sente falta de ar, o coração dispara e o suor pode empapar a roupa. Em questão de segundos, surgem uma série de sintomas: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Essa é a descrição para o que ocorre durante uma crise de síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico.

“O distúrbio é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica, uma das mais limitantes para a vida do paciente. Os sintomas do transtorno do pânico são muito intensos, acima do que poderia ser considerado o limite de ansiedade normal, poderíamos dizer até que esta é a manifestação do grau mais alto de ansiedade”, afirma a psicóloga Adriana de Araújo, especializada no tratamento de fobias.

Ansiedade x ansiedade em excesso

– A ansiedade é um estado emocional normal. Uma das características do sucesso da espécie humana é a capacidade de antecipar o perigo, o que requer uma preparação geradora de ansiedade;

– A ansiedade é patológica quando deixa de ser útil e passa a causar sofrimento excessivo ou prejuízo para o desempenho da pessoa. O transtorno do pânico é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica.

O que caracteriza o pânico é a forma súbita com que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o pico em até 10 minutos. “Quem sofre com o mal vive em constante sobressalto, pois não sabe se as crises vão se manifestar novamente dali a minutos, horas, dias ou meses, o que gera intranqüilidade e insegurança. É muito freqüente que as crises sejam acompanhadas pela sensação de que algo trágico, como a morte súbita ou o enlouquecimento estão por acontecer, o que traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida”, diz a psicóloga.

Como diagnosticar? – Segundo Adriana de Araújo, quanto mais preciso o diagnóstico e mais precoce o início do tratamento, maiores as chances de reversão do quadro. “É comum, ainda, pessoas com transtorno de pânico fazerem uma verdadeira via crucis por médicos de diversas especialidades antes de serem encaminhados para um psiquiatra ou para um psicólogo. Isso decorre da variedade dos sintomas físicos normalmente apresentados pelo paciente”, diz a profissional. “Muitas vezes, o paciente não aceita de imediato o diagnóstico de síndrome do pânico, não acredita que tantos sintomas físicos sejam provenientes de questões emocionais”, completa a psicóloga.

O transtorno é de duas a quatro vezes mais freqüente nas mulheres, mas também pode ocorrer com sinais semelhantes nos homens. A maior freqüência entre elas é atribuída aos efeitos das alterações hormonais sobre algumas estruturas cerebrais. “O mais comum é que o primeiro episódio de pânico se dê no início da idade adulta, mas pode ocorrer em pré-adolescentes e adolescentes. É raro ocorrer em pessoas com mais de 65 anos”, explica a psicóloga. “Lembrando, que um único episódio de crise de ansiedade aguda não configura a doença da síndrome do pânico. De certa maneira, todos poderíamos ter uma crise, sem desenvolver a doença. A repetição dessa crise configura a doença em si e merece o devido tratamento.”

Prováveis causas – As razões que levam ao transtorno permanecem desconhecidas. A genética pode ter um papel importante, bem como influências ambientais, como a educação e circunstâncias de vida. “Os gatilhos ou fatores desencadeantes podem variar de caso para caso, como pressões no trabalho, iminência de casamento ou de separação, nascimento de filho, perda de emprego, de dinheiro e outras perdas significativas”, explica Adriana de Araújo, da Psiclínica.

De acordo com sua experiência clínica, a psicóloga aponta como uma soma de três fatores a origem do problema. “O transtorno de pânico enquadra-se entre os transtornos de origem multifatorial, ou seja, envolve a participação de fatores genéticos, do momento de vida do indivíduo – principalmente aqueles em que ele se sente desamparado – e do nível de estresse a que a pessoa está submetida”, defende.

Também em decorrência de características individuais e da maneira como cada um reage a situações de conflito no dia-a-dia, o transtorno ocorre de forma diferenciada. Há graus leve, moderado e grave, de acordo com a intensidade dos sintomas. “Os três componentes do quadro: ataques de pânico, ansiedade antecipatória e comportamento de esquiva ou de evitação devem ser levados em conta quando se busca determinar a gravidade do caso”, alerta a psicóloga. Os casos mais leves, muitas vezes, se apresentam clinicamente como ataques de pânico com poucos e limitados sintomas. Os ataques mais graves têm duração maior, são mais freqüentes, apresentam um maior número de sintomas e estes têm maior intensidade. Todos esses aspectos serão considerados cuidadosamente na hora de determinar a melhor abordagem terapêutica.

Como tratar? – Como na maioria dos transtornos psiquiátricos, tanto os medicamentos quanto a psicoterapia são utilizados de forma complementar, mas não está descartado o uso isolado de uma delas. “Se uma pessoa tem apenas ataques de pânico, sem outro distúrbio associado, ela pode se beneficiar de uma medicação ou de algumas técnicas de terapia comportamental cognitiva. Mas, no caso de apresentar agorafobia, a resposta à medicação geralmente é limitada. Quando pânico e fobia estão presentes, o tratamento combinado pode ser a melhor escolha”, diz Adriana de Araújo.

O tratamento deve ser mantido por seis meses no mínimo e idealmente por um ano. A melhora costuma ocorrer entre duas e quatro semanas, mas as alterações biológicas demoram meses para desaparecer. Desse modo, se o tratamento for interrompido nos primeiros sinais de melhora, 80% dos pacientes vão sofrer recidiva em quatro a seis semanas.

“Quanto à psicoterapia, há intensa variação do tempo de utilização do recurso. O que é importante esclarecer é que o transtorno de pânico não tratado pode se complicar progressivamente. Raramente ocorre cura espontânea”, alerta a profissional.

8 comentários

  1. Jaílton Santana

    Olá
    Doutora peço ajuda,pois sinto todos esses sintomas e muitos outros,cada vez que a crise vem penso que não vou suporta e morrer.
    De todas as pesquisas sobre diagnósticos,sintomas,tratamentos e cura,confesso que senti mais confiança em tuas palavras.meu e-mail é:jailton5f75@gmail.com
    E whatsapp:(71)99992-3426
    Peço que tenha pouco mais de atenção à minha causa.
    Agradeço desde ja!
    Fica com DEUS.
    Att: Jaílton Santana

  2. Paulo César Silva Moreira

    Estou passando por um momento terrível Nn tenho animo pra nada sinto os sintomas de infarto todos os dias em dois meses Fiz pelo menos uns vinte eletrocardiograma E nada é identificado Mas continuo sentindo todos os sintomas Sinto que tou morrendo toda Hora estou a ponto de perder o emprego Pois já levei Muitos atestado Me ajuda por favor

  3. Olá! ! Tbm sinto tudo isso e muito mais. É um terror!! Desde minha separação e ter perdido um bebê há dois anos que venho sofrendo com essa tortura. Isso é horrível! Vejo q não sou só eu nessa luta. Força e muita fé em Deus! !

  4. Guilherme Arcini

    Já tive isto em momentos indeterminados ao qual veio a tona, durando aproximadamente uns 5-8 minutos, mas pelo que me lembro não ocorreu a mais que 4 vezes em 5 anos. Também em alguns períodos(este pelo menos um mês acontece) vem uma sensação de esquiva e de evitação a qualquer coisa, não consigo fazer decisões muito menos pensar quando me vêm esta sensação, apesar do post no site ser de 10 anos atrás espero que se tal pessoa não tiver em compromisso me mande um e-mail.
    Atenciosamente

  5. Olá, eu sofri por muito tempo com esses sintomas, fiz vários exames, porém o diagnóstico foi pânico mesmo! Fiz terapia pra ajudar, porém percebi que o que mais ajudou foi a busca em Deus e muito exercício, por exemplo caminhadas diariamente. Tenho dois filhos que também passaram pelo mesmo quadro. Minha dúvida é genética ou decorrente da idade. Só um detalhe, a minha primeira crise foi aos 27 anos, meu filho mais velho e o caçula também. Existe alguma explicação pra isso?
    Estou à disposição.

  6. Vilma fatima rosa

    Eu também vivo em pânico vigiando o meu corpo me da sensação de morte. . Corpo trémulo …o meu problema que tenho medo. De tomar remédio tenho agitação extrema ….minha mão formiga eu sofro muito

  7. Meu Deus todo dia sinto dormência no corpo estômago estremecendo quando respiro falta de ar desequilíbrio no corpo sinto que vou morrer todo dia faz mas de 5 messe que eu estou sentindo isso tenho remédio tenho medo de tomar o que eu faço achei enteresant os assuntos

  8. Eu quando estou pegando no sono minha cabeça gira ,sinto um mal estar terrível no corpo um frio na barriga ,uma coisa que não consigo explicar direito,só sei que é horrível.

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