Publicado em 23 de maio de 2007   |   Fonte: Dalva P. Rocha

Empreendedorismo versus informalidade

Atualmente, o empreendedorismo tem sido uma discussão cada vez mais necessária na gestão de negócios.

De acordo Chiavenato (2005) o empreendedor não deve apenas saber criar seu próprio empreendimento. Deve também saber gerir seu negócio para mantê-lo e sustentá-lo em um ciclo de vida prolongado e obter retornos significativos de seus investimentos. Isso significa administrar: planejar, organizar, dirigir e controlar todas as atividades relacionadas direta ou indiretamente com o negócio.

O espírito empreendedor envolve emoção, paixão, impulso, inovação, risco e intuição. Mas deve também reservar um amplo espaço para a racionalidade. O balanceamento entre aspectos racionais emocionais do negócio é indispensável. É preciso fixar metas e objetivos globais e localizar os meios adequados para “chegar lá”, da melhor maneira possível.

Empreender é um pouco de tudo. A pessoa tem que ter disposição, postura e correr atrás da oportunidade. Esta surge o tempo todo, mas é preciso estar atento às oportunidades potenciais e concretas, pois o empreendedor é aquele que faz acontecer.

Para Bernardi (2003) a idéia de um empreendimento surge na observação, na percepção e análise de atividades, tendências e desenvolvimentos, na cultura, na sociedade, nos hábitos sociais e de consumo. As oportunidades detectadas ou visualizadas, racional ou intuitivamente das necessidades não atendidas, definem essa idéia.

Sem dúvida, existem pessoas com um talento nato para empreender. Isto pode ser constatado, se observarmos quanta gente inicia seu negócio. Contudo muita energia pode ser poupada e o tempo economizado, se essas pessoas tiverem acesso às ferramentas e aos métodos adequados e se isso ocorrer no tempo certo.

A crise econômica que gera a falta de emprego provoca um crescimento de vendedores ambulantes e faz com que muitos procurem um trabalho alternativo. O comércio informal é uma atividade de grande importância para a economia local e o contexto nacional, pois além da contribuição econômica, gera vários empregos direto e indireto.

Geralmente, as pessoas que seguem este ramo de atividade estão desempregadas ou encontraram uma nova forma de obter outra renda, alguns possuem empregos fixos e tentam complementar seu salário.

Nesta atividade informal há vários segmentos: área de alimentação, vestuário, higiene e limpeza, produtos importados, produtos artesanais (como o próprio artesanato local), entre outros.

Muitos desses comerciantes trabalham arduamente, para conseguir sua renda, às vezes nos dois períodos diurno e noturno e quase sempre se encontram em situação de endividamento, há descontrole no fluxo de caixa, estão em um ponto inadequado, e não sabem como manter o controle de seus gastos de produção e suas despesas.

Ficam caracterizadas a falta de conhecimentos gerenciais e falhas no planejamento inicial de seu negócio. Boa parte desses comerciantes informais possui pouco conhecimento em como gerir uma empresa ou noções em contabilidade, sobre custos ou despesas, portanto não sabem como fazer um controle de entradas e saídas de mercadorias e o preço ideal para obter uma margem de lucro. Em muitos casos não controlam a movimentação diária de seu caixa, não tendo noção do que se vendeu ou comprou naquele dia. Isso é um fator agravante, pois sem um conhecimento técnico fica complicado repor essas mercadorias na área de venda na quantidade certa e sem o controle adequado de seu estoque. Fica a mercê da sua própria sorte, pois não tem um planejamento adequado de seus direitos e obrigações.

Mas empreender é tornar um sonho em realidade, precisa saber definir seu negócio e conhecer seus clientes, formular objetivos e estabelecer metas, ter conhecimento razoável sobre os assuntos de produção, marketing, finanças e gestão de negócios. Se o empreendedor não tiver um bom alicerce transformará seu grande sonho em um enorme pesadelo.

Os comerciantes que vivem na informalidade, e querem adquirir um pouco mais de conhecimento para melhorar seu negócio deve procurar instituições que apóiam os pequenos empresários.

Em nossa cidade há instituições desse porte que prestam serviço para os que querem começar e aqueles que já possuem um negócio próprio. O Sebrae é uma das instituições sérias que promove palestras, cursos sobre gestão de negócios e encontros sobre empreendedorismo.

(*) Dalva P. Rocha Duques, acadêmica do 7º semestre de Ciências Contábeis UESP-FAIESP

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